SSP-MA diz que patroa suspeita de agredir doméstica tentava fugir quando foi presa no Piauí; ela estava em posto de gasolina

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de agredir e torturar uma doméstica grávida de 19 anos, foi presa em Teresina (PI) quando tentava fugir (veja, mais abaixo, a nota da secretaria sobre o caso).

A empresária foi localizada após parar em um posto de gasolina no bairro São Cristóvão, perto da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI). A prisão foi feita pelas polícias civis do Piauí e do Maranhão, em ação conjunta, após trabalho de inteligência. A defesa de Carolina Sthela nega que ela tentasse fugir (leia mais abaixo).

De acordo com a SSP-PI, Carolina estava hospedada na casa de um familiar na capital piauiense e era monitorada pela Polícia Civil. A mulher foi presa no momento em que abastecia o carro para fugir do estado.

“O objetivo dela era fugir, provavelmente pra outro estado. Logo depois do fato ela veio para Teresina para pedir abrigo para esse tio que mora em Teresina. Provavelmente iriam para outro estado na data de hoje”, disse o delegado Matheus Zanatta

 

O delegado Yan Brayner, diretor de inteligência da Polícia Civil, também afimrou que Carolina estava abastecendo o carro com o objetivo de possivelmente se evadir do Piauí.

“Ela não estava na casa do tio, mas em conversas descobrimos que estava em um posto de combustíveis aqui ao lado da Secretaria de Segurança, abastecendo provavelmente com o objetivo de se evadir”, explicou o delegado.

 

Ainda segundo o diretor de inteligência, o marido e o filho de seis anos da mulher também estavam no veículo.

“Existia essa possibilidade dela ter planos para o litoral do Piauí ou para pegar um avião não comercial para Manaus, mas isso precisa ser investigado com precisão pela Policia Civil do Maranhão” completou o delegado Yan.

A defesa nega que ela tivesse a intenção de fugir. A advogada Nathaly Moraes afirmou que Carolina estava no Piauí porque tem um filho de 6 anos e não tinha familiares no Maranhão com quem pudesse deixar a criança. Por isso, teria levado o menino para ficar sob os cuidados de pessoas de confiança.

A advogada disse ainda que a investigada não tem interesse em se omitir, vai cumprir as determinações judiciais e responder pelo que for comprovado dentro do devido processo legal, nas esferas cível e criminal.

A Justiça do Maranhão havia decretado, nesta quinta, a prisão preventiva da empresária, após pedido da Polícia Civil. Na quarta-feira (6), equipes da polícia foram à casa de Carolina Sthela para intimá-la a prestar depoimento, mas ela não foi encontrada. No local, havia apenas uma funcionária que, segundo a polícia, foi chamada às pressas para assumir o serviço.

O caso é investigado pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, após a vítima registrar um boletim de ocorrência. Ela afirmou que foi agredida depois de ser acusada de roubar joias da ex-patroa.

Veja, abaixo, a nota da SSP-MA sobre a prisão de Carolina:

“A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informa que Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, investigada por agressões contra uma jovem grávida no município de Paço do Lumiar, foi presa nesta quinta-feira (7), em Teresina (PI), quando tentava fugir.

A prisão foi realizada pelas Polícias Civis do Piauí e do Maranhão, em ação de cooperação entre as forças de segurança dos dois estados, após trabalho de Inteligência e cumprimento de mandado expedido pela Justiça na madrugada de hoje.

O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, citado nas denúncias, também foi preso, em São Luís, e responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da PMMA para apuração de sua conduta e responsabilidade no caso.

As investigações seguem em andamento para completa apuração dos fatos, identificação de todos os envolvidos e adoção das medidas cabíveis”.

Doméstica foi ameaçada de morte

 

A jovem descreveu as agressões que sofreu. Segundo ela, levou puxões de cabelo, socos e murros e foi derrubada no chão. Durante os ataques, tentou proteger a barriga, pois está grávida de cinco meses.

Ainda de acordo com o depoimento, a ex-patroa a acusou de ter roubado uma joia e passou horas procurando o objeto. O anel foi encontrado dentro de um cesto de roupas sujas.

Mesmo após a joia ser localizada, as agressões continuaram, segundo a vítima. Ela afirmou ainda que, em determinado momento, foi ameaçada de morte por Carolina Sthela caso contasse à polícia o que havia acontecido.

“Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros… foi sem parar. Eles não se importavam”, disse a jovem.

 

No depoimento, a jovem relatou ainda que um homem, não identificado, participou das agressões. Segundo ela, o suspeito foi até a casa para pressioná-la com violência. Ela o descreveu como “alto”, “forte” e “moreno”.

Procurada pelo g1, a empresária Carolina Sthela afirmou, por meio de nota, que colabora com as investigações e que apresentará sua versão no momento oportuno. Ela também declarou que repudia qualquer forma de violência, especialmente contra mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade, e pediu que não haja “julgamento antecipado” enquanto o caso é apurado.

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