Os depoimentos dos investigados na operação contra o esquema de corrupção no município de Turilândia, a 157 km de São Luís estavam previstos para começar nesta segunda-feira (29), mas foram adiados. A decisão atendeu a um pedido da defesa, que solicitou mais tempo para ter acesso ao conteúdo das investigações.
Gestores, empresários, servidores, vereadores e um ex-vereador são investigados por integrar o esquema de corrupção investigados na Operação Tântalo II, que investiga o desvio de mais de R$ 56 milhões por meio de empresas criadas de forma fictícia pelo prefeito de Turilândia, Paulo Curió (União Brasil) e seus aliados.
Segundo o Ministério Público do Maranhão (MP-MA), o adiamento dos depoimentos não representa atraso na investigação. O Gaeco destaca que a medida garante o direito de defesa dos investigados, que após o pedido agora terão acesso completo às provas reunidas até o momento.
Enquanto isso, os promotores seguem analisando documentos, valores apreendidos e o material recolhido durante a operação, que investiga um esquema milionário de corrupção dentro da prefeitura e da câmara municipal.
De acordo com o MP-MA, os depoimentos dos investigados devem ocorrer entre os dias 5 e 8 de janeiro. Depois dessa etapa, o Ministério Público vai confrontar as declarações com as provas e deve formalizar a denúncia.
