Uma pequena vila de cerca de 7.000 habitantes em Long Island, no estado de Nova York, nos Estados Unidos, vive uma situação política considerada inédita e até caótica por moradores. Ninguém se candidatou oficialmente ao cargo de prefeito para a eleição marcada para 16 de junho.
O município de Bayville terá uma votação com a cédula em branco para o principal cargo do Executivo local. Os eleitores precisarão escrever manualmente o nome de qualquer morador da cidade que desejem eleger como prefeito.
A situação surgiu depois que o atual prefeito, Steve Minicozzi, anunciou em abril que não tentaria a reeleição. Após a decisão, nenhum interessado completou o processo necessário para entrar oficialmente na disputa.
“É ridículo. Nunca vi nada parecido”, afirmou, à NBC, o morador Townsend Cardinale, que vive na cidade há 45 anos. Segundo ele, a política local perdeu a estrutura partidária que existia anteriormente.
Christopher Vivona, vice-secretário e tesoureiro da vila, afirmou que não há registro de outra eleição municipal sem candidatos ao cargo de prefeito em Bayville. O salário anual do posto é de apenas US$ 5.000, o equivalente a cerca de R$ 28 mil.
O ex-prefeito Doug Watson afirmou que o cargo exige muito tempo e oferece pouca compensação financeira, o que ajudaria a explicar a falta de interessados. Ele também demonstrou preocupação com a possibilidade de uma eleição confusa.
“Se um sujeito aparecer com 50 amigos, ele vira prefeito. Se 100 pessoas receberem um voto cada, dá empate. Então é uma situação estranha”, disse Watson à NBC.
Apesar de não ter registrado candidatura, o atual prefeito afirmou que aceitaria continuar no cargo caso receba o maior número de votos escritos pelos moradores. Minicozzi foi eleito pela primeira vez em 2022 e declarou que decidiu deixar a função para passar mais tempo com a família.
Outro possível nome é John Taylor, derrotado por Minicozzi na eleição de 2022. Ele publicou nas redes sociais que não concorreu neste ano porque acreditava que o atual prefeito tentaria novo mandato. Mesmo assim, disse que aceitaria servir caso seja escolhido pelos eleitores.
