Após reunirem vasta documentação, Othelino Neto e Rodrigo Lago levam denúncias ao Banco do Brasil contra empréstimos bilionários do Governo Brandão

 

Os deputados estaduais Othelino Neto e Rodrigo Lago estiveram, nesta terça-feira (27). em Brasília, onde reuniram-se com a direção nacional do Banco do Brasil para denunciar e apresentar documentos relacionados aos empréstimos bilionários contratados e pretendidos pelo governo do Maranhão.

 

Em vídeo gravado em frente à sede do banco, os parlamentares afirmaram que a nova operação de crédito, superior a R$ 2 bilhões e aprovada pela Assembleia Legislativa, pode ampliar o endividamento do estado justamente na reta final do mandato do governador Carlos Brandão.

 

Segundo Othelino Neto, a reunião teve como foco alertar o Banco do Brasil sobre os riscos da operação.

 

“Apresentamos documentos que apontam os riscos dessa operação para o estado: mais endividamento para o Maranhão na reta final do mandato do governador”, declarou o parlamentar.

 

O deputado Rodrigo Lago relembrou que já ajuizou uma ação popular que resultou em decisão liminar suspendendo uma operação de crédito de R$ 1,3 bilhão do Governo do Maranhão. O caso ganhou repercussão após decisão judicial apontando questionamentos sobre a legalidade do empréstimo.

 

Além da preocupação com o novo financiamento, os deputados também afirmaram ter apresentado ao banco denúncias relacionadas a outra operação já executada pelo governo estadual, envolvendo suspeitas de crimes ambientais e irregularidades orçamentárias com recursos financiados pela instituição.

 

“Apresentamos gravíssima denúncia de prática de possíveis crimes ambiental e orçamentário pelo Governo Brandão com recursos de empréstimo junto ao banco”, afirmou Rodrigo Lago.

 

Os parlamentares disseram ainda que agora caberá ao Banco do Brasil analisar toda a documentação apresentada e dar uma resposta à população maranhense diante das denúncias protocoladas.

 

A ofensiva da oposição amplia o embate político em torno dos empréstimos bilionários defendidos pelo Palácio dos Leões e reforça a estratégia de judicialização e pressão institucional adotada por parlamentares oposicionistas contra as operações de crédito do governo estadual.

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