O jovem Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, contou detalhes sobre como sobreviveu cinco dias perdido no Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul. Nesta segunda-feira (5), o rapaz conseguiu encontrar uma saída da mata e pediu ajuda em uma fazenda, na região da usina hidrelétrica Cacatua. A notícia gerou alívio e causou comoção entre voluntários, militares e na família que aguardava ansiosa por informações.
O jovem Roberto Farias Tomaz, de 19 anos, contou detalhes sobre como sobreviveu cinco dias perdido no Parque Estadual Pico Paraná, em Campina Grande do Sul. Nesta segunda-feira (5), o rapaz conseguiu encontrar uma saída da mata e pediu ajuda em uma fazenda, na região da usina hidrelétrica Cacatua. A notícia gerou alívio e causou comoção entre voluntários, militares e na família que aguardava ansiosa por informações.
O rapaz se perdeu na manhã do dia 1º de janeiro, enquanto descia o Pico Paraná com uma amiga. Após ficar sozinho em uma trilha, Roberto se perdeu e acabou indo na direção contrária ao acampamento.
Durante aproximadamente 100 horas, o jovem ficou sozinho e sem recursos na área de mata. Cerca de 100 bombeiros e 300 voluntários buscaram o paradeiro do rapaz. Nesta segunda (6), enquanto recebia atendimento no Hospital de Antonina, Roberto revelou detalhes sobre conseguiu sobreviver perdido no parque estadual.
“Foi uma aventura e tanto. Nesses cinco dias eu quase quebrei o joelho, pulei em uma cachoeira de uns 30 metros, continuei nadando, subia nas pedras maiores para ver o que tinha pela frente. Nas noites, eu começava a ouvir os grilos, daí sabia que iria escurecer. Eu me jogava perto de grutas, árvores, para não pegar chuva. Cortava pedaço de folha para me cobrir. Nesses cinco dias o que eu comi foi ameixa e uva no dia 31 e bebida só tomei água de cachoeira”, declarou Roberto Farias.
Quando chegou na fazenda, em Antonina, o jovem estava bastante debilitado. A irmã Renata, relatou que o irmão sobreviveu por um milagre.
“Ele pegou a saída errada, achando que estava no lugar certo. Ele não sabia identificar, pensou que estava indo pelo lugar certo. Ele encontrou uma cachoeira e foi seguindo o rio. Ele perdeu a botina e os óculos na correnteza. Ele falou que só bebeu água, pois não encontrou nenhuma árvore de fruta”, explicou Renata, agora mais aliviada com a localização do irmão.
