Caí por terra o sonho de ser deputada: o colapso político de Eva Curió
O castelo de cartas desmoronou. A megaoperação deflagrada pelo GAECO, com 21 mandados de prisão, escancarou um esquema de corrupção que, segundo o Ministério Público, desviou mais de R$ 56 milhões dos cofres de Turilândia. No centro das investigações está o prefeito Paulo Curió (União Brasil), apontado como líder do grupo criminoso e atualmente foragido.
O impacto político é devastador, vice-prefeita, ex-vice e vereadores foram alcançados pela operação, expondo uma engrenagem que, de acordo com o MP, operava de forma sistêmica dentro da gestão municipal. Nesse cenário, a pré-candidatura da primeira-dama Eva Curió à Assembleia Legislativa simplesmente ruiu.
A Operação Tântalo II revelou ainda a apreensão de R$ 500 mil em dinheiro vivo durante o cumprimento dos mandados, valor cujo local exato não foi divulgado e determinou o bloqueio de R$ 9.445.213,17 nas contas dos investigados. O dano total apurado ao erário, segundo o MP, chega a R$ 56.328.937,59.
As investigações alcançam uma extensa lista de empresas e pessoas físicas, incluindo Posto Turi, SP Freitas Júnior LTDA, Luminer Serviços LTDA, MR Costa LTDA, AB Ferreira LTDA, Climatech Refrigeração e Serviços Ltda, JEC Empreendimentos, Potencial Empreendimentos e Cia Ltda, WJ Barros Consultoria Contábil e Agromais Pecuária e Piscicultura LTDA, além de servidores públicos e agentes políticos.
Diante desse quadro, a pergunta que ecoa é inevitável: como sustentar compromissos eleitorais quando o principal articulador político está foragido e a gestão é investigada por um rombo milionário? O discurso de campanha deu lugar a bloqueios judiciais, prisões e desgaste público.
O recado é direto. O “sonho” acabou antes de começar. Aos apoiadores mais apressados, a cena fala por si: é hora de retirar adesivos e slogans. Em Turilândia, o clima deixou de ser de pré-campanha para se tornar de crise.
Por: Leonardo Cardoso.
