• Regras de transição para quem vai pedir aposentadoria do INSS ficam mais rigorosas; veja o que muda

    Com a chegada do ano novo, regras de transição para quem vai pedir a aposentadoria do INSS mudaram e ficaram mais rigorosas.

    O guarda patrimonial José Walter de Paula Jovem tem 64 anos e trabalha de carteira assinada há 35. Ele já deu entrada nos papéis para se aposentar e aguarda a avaliação do INSS.

    “Está chegando, falta pouco tempo, três, quatro meses. A gente fica em uma expectativa grande, eu estou ansioso para chegar nesse momento, saber que eu estou aposentado”, diz.

    A regra geral exige que mulheres se aposentem com idade mínima de 62 anos, e pelo menos 15 anos de contribuição. Para os homens, são 65 anos de idade e 20 de contribuição. Mas para quem, como José, começou a contribuir antes da reforma da Previdência, em novembro de 2019, também valem as regras de transição, que se atualizam todo ano – até 2031.

    Em 2025, na categoria que junta tempo de contribuição com idade mínima, passou para 59 anos completos e 30 anos de contribuição para as mulheres, e 64 anos e 35 de contribuição para homens.

    O sistema de pontos também mudou. Ele soma a idade e o tempo de contribuição. Para a mulher, é preciso alcançar 92 pontos. No caso dos homens, são 102.

    As outras duas regras, aplicadas a quem estava prestes a se aposentar em 2019, não mudam. São a do pedágio de 50% e a do pedágio de 100%. Elas existem para definir quanto tempo a mais o trabalhador vai precisar contribuir para se aposentar.

    Cada regra pode alterar o momento em que o benefício será concedido e o valor que o trabalhador vai receber. Por isso, é importante o contribuinte fazer as contas direitinho e avaliar por qual modalidade vale a pena se aposentar.

    “É muito importante para que o trabalhador tenha uma aposentadoria tranquila, que ele faça planejamento previdenciário. Porque hoje, após a reforma da Previdência em 2019, nós temos quatro regras de transição. Então, vai ter várias possibilidades. Ele deve fazer um estudo com especialista para ver qual vai ser o melhor momento da sua aposentadoria”, afirma Líllian Salgado, advogada direito previdenciário.

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